A IMPORTÂNCIA DOS NOMES

A IMPORTÂNCIA DOS NOMES
Tanto para pessoas como para objetos, animais e lugares, os nomes servem para identificação.

Se você deseja falar com uma pessoa, basta chamar por seu nome; porém, se chamar por outro nome, essa pessoa não responderá, pois quem atenderá será outra pessoa.

Da mesma forma, se pretende ir a um determinado lugar; Rio de Janeiro, por exemplo, e tomar um voo leve a Minas Gerais, verá a diferença que faz o uso errado do nome.

Imagine estar com sede e pedir sal em vez de água, só aumentará sua sede ao invés de saciá-la.

Assim, vemos como um nome é importante.

Deus evidentemente depositou no ser humano no homem o desejo de dar nome às coisas.

Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves, aos animais, plantas e territórios, desta forma vemos que para o ser humano é natural dar nomes a coisas de forma a identifica-las.

Na antiguidade os nomes, além de serem identificadores, tinham também um significado especial.

Os nomes antigos tinham relação com as circunstâncias do nascimento, do local, da aparência do recém-nascido, entre outros fatores. Por vezes, o nome servia para relacionar o futuro da criança e a personalidade do indivíduo.

O nome da pessoa era algo muito importante, digno de honra, pois representava o caráter pessoal, ou seja, o próprio indivíduo.

Os povos antigos tinham por hábito dar nomes de seus ídolos aos seus descendentes. Como exemplo, temos Nebochadnezzar (Nabucodonosor), que significa “Nebo defende a fronteira” e Yezebel (Jezabel), que significa “Bel (Baal) é exaltado”.

O povo hebreu tinha um costume semelhante, isto é, davam a seus filhos nomes relacionados a Deus o Verdadeiro Criador.

Os nomes hebraicos começados ou terminados em “UL” ou “YAOHU” referem-se ao Altíssimo. ULYAOHU (Elias) significa YAOHU é Supremo; Kozoqiul (Ezequiel) significa “O Supremo é minha fortaleza”.

A importância de um nome judaico refere-se àquela parte da pessoa que verdadeiramente define a identidade judaica: a alma judaica.

Um nome judaico é o seu chamado espiritual, um título que reflete seus traços particulares de caráter e os dons concedidos por D’us (Deus).

O fato de o nome da pessoa representar sua força vital é insinuado pela palavra neshamá (alma), cujas duas letras intermediárias formam a palavra shem (nome).

As letras do nome de uma pessoa são o condutor, através do qual a vida é levada ao corpo. Portanto, a palavra shem, nome, tem o mesmo valor numérico que tzinor, cano.

Nomear um recém-nascido judeu é uma tarefa sagrada, parte do ciclo de vida da religião judaica. Um menino recebe o nome durante a cerimônia do brit milá, quando entra no pacto de Avraham Avinu; uma menina é nomeada logo após seu nascimento, na primeira oportunidade em que a Torá será lida. Seu pai então é chamado na Torá e nesta oportunidade anuncia seu nome judaico.

Ao escolher um nome para a criança recém-nascida, os pais passam em revista os nomes de seus entes queridos. Isso se baseia no preceito da Torá de que o nome do falecido não deve ser apagado de Israel.

Ocasionalmente, uma criança recebe o nome de algum erudito de Torá, ou do maior tsadic da geração, cuja vida foi consagrada à Torá; ou então uma menina recebe o nome de mulheres sábias e grandiosas da Torá, cuja vida serviu como inspiração a todos.

Quando a criança recebe o nome de um parente falecido; segundo o costume askenazi – cumpre também a mitsvá de honrar pai e mãe.

Esta mitsvá é obrigatória não somente durante a vida deles, como também depois de sua morte. É uma grande satisfação para a alma, e proporciona prazer às almas dos parentes falecidos, quando os descendentes recebem seus nomes.

A Cabalá afirma que os pais recebem inspiração Divina ao escolher um nome para seu filho. O nome é registrado como pertencendo para sempre a esta criança. É por este nome que o menino será chamado à Torá quando chegar a seu bar mitsvá, aos treze anos; quando chegar à vida adulta e ao casamento, seu nome aparecerá na ketubá; este nome é mencionado na prece E-l malei rachamim oferecida em benefício da alma após 120 anos.

Assim, o nome judaico acompanha o judeu por toda a vida e em todas as ocasiões.

Nos Estados Unidos um bebê recebe um nome americano e um nome hebreu. O nome em inglês em geral começa com a mesma letra que o nome em hebraico, um código de identificação de qual é seu nome hebreu. Por exemplo; a criança recebe o nome de Max em memória de seu avô Mordechai, ou Alberto em memória de seu avô Avraham.

Assim vemos que nome sempre teve valor significativo na história de uma pessoa, na antiguidade, o nome era tão importante que, após a pessoa assumir uma missão especial ganhava um novo nome para dar sentido ao compromisso assumido.

Diferente do que se apregoa, Abrão, não mudou de nome por causa da numerologia, mas sim por ter mudado sua missão.

Enquanto era pagão e adorava outros deuses, chamava-se Abrão; após conversão, mudou para Abraão.

Saulo, quando perseguia os cristãos tinha este nome, depois da conversão virou Paulo. Esse costume foi trazido para as ordens religiosas da Idade Média. O conhecido Santo Antônio, por exemplo, chamava-se Fernando de Bulhões.

Hoje, na maioria das vezes os nomes são escolhidos, apenas pelo fato de os pais o acharem bonito, ou para demonstrar sua hidrolatria a um artista, jogador de futebol, cantor, ou seja, lá quem for; sem se quer saber o verdadeiro significado deste nome.

Então, respondendo à nossa questão inicial:

‘O que há de mais num nome?’

A resposta é simples; o nome diz quem somos e quem podemos chegar a ser.

 

“SÓ VOCÊ PODE MUDAR A SUA VIDA”



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